Dois novos cães-guia vão ajudar pessoas com deficiência visual a ter uma rotina mais independente em Curitiba e em São José dos Pinhais, na região metropolitana. Os cães Gael e Gemma chegaram na sexta-feira (30) em Curitiba vindos de Santa Catarina e agora vão passar por uma fase de adaptação, até quarta-feira (5), para acompanhar a rotina de Juan Marcelo da Silva Santos, de 20 anos, e Mara Cavalca, de 26 anos, que têm deficiência visual.

Os cães, dois mestiços das raças labrador e golden retriever de 3,2 anos, são do Centro de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guia do Instituto Federal Catarinense – Campus Camboriú (SC).

Juan Marcelo, morador de São José dos Pinhais, e Mara, moradora de Curitiba, ficaram três semanas no Centro de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guia para aprender os comandos com os cães. Eles tiveram aulas práticas e teóricas, aprenderam a fazer o manejo dos cães, com escovação, alimentação, banho e como recolher as fezes dos cães.

Agora, tem início a parte de adaptação para os cães-guia aprenderem a rotina dos novos guiados. “A adaptação neste momento é para acompanhar o trajeto diário do Juan e da Mara. Os deslocamentos que eles fazem para o mercado, padaria, academia”, explicou André Sturion, treinador e instrutor de cão-guia e coordenador pedagógico do Centro de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guia do IFC.

Inclusão

Segundo a diretora do Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Denise Moraes, a chegada dos dois novos cães-guia representa mais inclusão para as pessoas cegas e com baixa visão.

“Muitas pessoas não têm informações sobre os cães-guia, que são uma extensão do corpo das pessoas com deficiência visual e os ajudam a ter mais independência e mobilidade”, disse Denise.

O Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência garantiu a isenção do pagamento das passagens do transporte coletivo para os instrutores durante a fase de adaptação dos cães-guia em Curitiba e São José dos Pinhais.

Juan Marcelo e Mara estão convivendo há três semanas com os cães-guia. “É uma experiência incrível. É um cão carinhoso e muito dócil. Ele vai me dar mais autonomia, vou conseguir andar sem bater em nada”, disse Juan.

“É uma parceria entre ela e eu e cada dia vai ficar melhor”, disse Mara, que mora no bairro Cristo Rei de Curitiba. “Os cães-guia são fantásticos, muito inteligentes. Veem tudo, buraco, poste, placa. Sabem o que é rampa, escada, até onde achar um banheiro no shopping”, afirmou Mara.

O instrutor André Sturion explicou que as três semanas de treinamento em Santa Catarina, mais a semana de adaptação na cidade onde moram os usuários servem para criar afinidade entre o cão-guia e a pessoa cega. “É como um casamento. Se um não gostar do outro não vai dar certo”, afirmou.

Fonte: tribunapr.uol.com.br

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